Cristãs lavam os pés de mulheres em prisão durante evangelismo de Páscoa em Goiás
- Terca-Feira, 14 Abril 2026
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Na última Páscoa, cristãs que realizaram uma ação evangelística em um presídio feminino no estado de Goiás emocionaram ao lavar os pés das detentas e ministrar o amor de Deus em suas vidas.A ação foi promovida pela instituição A.M.E, liderada pela pastora Shaila Manzoni: “Por que nós estamos entrando num presídio para lavar pés? Queria que a gente visse além daquilo que é o natural. Estamos aqui para celebrar a Páscoa com elas”, disse a pastora no local.Na ocasião, as mulheres serviram uma refeição, cantaram louvores e pregaram o Evangelho: “Quando a gente olha para a Páscoa, a gente vê um Deus que decidiu estar perto. Tocar nos pés de alguém talvez seja uma das formas de estar mais perto desse alguém”.“Esse nosso gesto, na verdade, reflete a atitude de Deus. Apesar de sermos nós aqui, é Deus em nós e através de nós. Não tem nada capaz de mudar a vida de uma pessoa a não ser o amor do Senhor”, acrescentou. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Shaila Manzoni (@shailamanzoni)Enquanto lavavam os pés das mulheres atrás das grades, as cristãs oravam por elas e se emocionavam ao seguir o exemplo de Jesus.“O Evangelho não faz sentido dentro da lógica do merecimento. A gente gosta de um amor organizado, justo aos nossos olhos, proporcional ao comportamento das pessoas. Mas Deus não. Deus se move em outra lógica. Na lógica do escândalo”, explicou Shaila.E continuou: “O escândalo não é lavar pés dentro de um presídio. O escândalo é um Deus que decidiu amar assim. O escândalo não está no gesto. Está no coração de Deus. Porque Ele se aproxima onde a gente recuaria. Antes de qualquer transformação, houve aproximação. E isso desmonta a lógica que a gente insiste em manter”.‘Revelar o amor de Deus’A pastora também ressaltou que a iniciativa não representa tolerância ao pecado, mas a expressão do caráter de Deus:“Lavar pés aqui não é romantizar o erro. Não é relativizar o pecado. Não é ignorar as consequências. É revelar esse Deus. Se isso nos incomoda, talvez seja porque o Evangelho ainda está fazendo o que sempre fez: confrontando a nossa necessidade de decidir quem merece ser amado”. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Shaila Manzoni (@shailamanzoni)“Na Páscoa, não celebramos um Deus que ficou à distância analisando quem era digno. Celebramos um Deus que se aproximou da sujeira, que tocou o intocável, que amou antes de qualquer mudança acontecer”, acrescentou.A.M.ECriada oficialmente em 4 de agosto de 2018, a ONG Ame Mulheres Esquecidas (A.M.E) oferece dignidade a mulheres em presídios e contribui com a reintegração delas à sociedade após o cumprimento da pena. Após um sonho, onde se via em um presídio feminino cuidando de mulheres esquecidas, pastora Shaila Manzoni fundou a instituição.A primeira visita a um presídio aconteceu apenas em maio de 2020, quase dois anos após a fundação, mas foi o ponto de partida para o desenvolvimento de diversos projetos sociais.Desde então, a A.M.E. passou a promover ações, visitas e campanhas de doação, além de atrair voluntários engajados com a causa. Em pouco tempo, a ONG deu início ao processo de legalização como associação sem fins lucrativos e lançou programas como o Recomeçar, voltado para a ressocialização das detentas.“Entre idas aos presídios, ações, doações e muitos desafios, iniciamos o processo para nos tornarmos uma associação sem fins lucrativos”, informou o site da instituição. Em menos de 2 anos, eles se tornaram uma organização social: “Sabemos que não realizamos um trabalho considerado muito ‘bonito’ e também sabemos que esse não é o trabalho mais ‘aceito’, mas, certamente, é um dos mais necessários”.E continuaram: “Estamos em lugares em que a maioria das pessoas não gostaria de estar, lidamos com pessoas que a sociedade insiste em ignorar, mas fazemos isso por elas, porque o Amor não pergunta quem merece, mas quem precisa. Elas precisam de nós! O que começou com uma ideia, hoje é uma realidade. O Amor está gerando muitos frutos, mas precisamos multiplicar”.











