Explosão em sinagoga e ataque a escola judaica na Holanda alertam sobre antissemitismo
- Segunda-Feira, 16 Março 2026
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No último fim de semana, ataques recentes a sinagogas na Holanda geraram preocupação entre autoridades sobre o aumento da violência antissemita contra comunidades judaicas na Europa.Na madrugada de sexta-feira (13), um incêndio atingiu uma sinagoga em Roterdã. Segundo a polícia local, o fogo começou por volta das 3h40 e foi rapidamente controlado. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. Após o episódio, a polícia holandesa passou a monitorar outras sinagogas por precaução e prendeu quatro jovens, com idades entre 17 e 19 anos, suspeitos de provocar a explosão. Eles foram encontrados dirigindo em atitude considerada incomum nas proximidades de outra sinagoga na região.“Ainda não está claro se os suspeitos planejavam detonar um explosivo ou incendiar outra sinagoga”, informou a polícia em um comunicado.As autoridades afirmam estar iniciando uma "investigação em larga escala sobre este grave incidente" e apelaram para que testemunhas se apresentem.‘Não toleraremos antissemitismo’Sobre o ataque, o ministro da Justiça da Holanda, David van Weel, compartilhou no X: “Não toleraremos antissemitismo, intimidação e violência. As autoridades locais estão garantindo a segurança das sinagogas”.Em seguida, ele expressou solidariedade à comunidade judaica holandesa: "Eles precisam se sentir seguros na Holanda". Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por StandWithUs Brasil (@standwithus_brasil)A prefeita de Roterdã, Carola Schouten, disse que o ataque causou "muita ansiedade entre os concidadãos judeus".“Não há lugar para antissemitismo, intimidação, violência ou ódio contra comunidades religiosas”, disse Carola.Chris den Hoedt, presidente da sinagoga, contou que a explosão causou danos à fachada do prédio.“O dano emocional que nossa comunidade sente é maior e mais duradouro. Podemos consertar isso (a porta), mas não o resto”, disse ele à emissora pública holandesa NOS.Ataque em escola judaicaNo dia seguinte, outro caso reforçou as preocupações. Uma explosão danificou uma escola judaica em Amsterdã, no que o prefeito da cidade classificou como um “ataque deliberado contra a comunidade judaica”.Conforme o professor André Lajst, presidente-executivo da organização sem fins lucrativos StandWithUs Brasil, a explosão causou danos limitados e não houve registro de feridos. Imagens de câmeras de segurança mostram uma pessoa colocando o artefato explosivo no local.“A segurança em sinagogas e instituições judaicas em toda a Holanda foi reforçada após os ataques”, informou André. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por André Lajst (@andrelajst)Segundo ele, os episódios fazem parte de uma “preocupante onda de violência contra comunidades judaicas na Europa” na última semana, incluindo outros incidentes na Holanda, Bélgica e Noruega.“Em apenas dois dias, três sinagogas na Europa e uma nos EUA foram atacadas, no que parece ser uma ação coordenada para intimidar a comunidade judaica internacional”, disse ele.E continuou: “Casos recentes também foram registrados em países como Canadá, Bélgica, Estados Unidos e Holanda. Quando lugares de culto e comunidades judaicas se tornam alvo de violência ao redor do mundo, fica claro: isso não é ‘crítica a Israel’. É antissemitismo”. André destacou que os ataques ocorreram durante o Shabat — dia sagrado semanal do judaísmo, celebrado do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado — e alertou para o crescimento de ataques contra comunidades judaicas ao redor do mundo.“Neste Shabat, mais do que nunca, lembramos que nenhuma comunidade deveria precisar se reunir atrás de portas reforçadas e escolta policial para se sentir segura”, concluiu.











