Foliões fazem gestos obscenos em frente à igreja em BH: “Intolerância religiosa”
- Segunda-Feira, 09 Fevereiro 2026
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Um grupo de foliões fez gestos obscenos em frente a uma igreja, durante a passagem de um bloco de carnaval, em Belo Horizonte (MG).Na última quinta-feira (5), o bloco “O Pior Bloco do Mundo” passou em frente a Boas Novas Church quando o culto havia terminado, no bairro Santa Efigênia.Alguns foliões pararam no portão da igreja para provocar os cristãos, fazendo gestos obscenos com um pênis de borracha e insinuações sexuais.A situação de atentado ao pudor foi gravada pela pastora da igreja, Kelle Gripp, que expressou sua indignação com a falta de respeito.“É muito abuso! Eu sei que as pessoas têm liberdade de expressão, mas a gente não faz isso nos terreiros, nos centros espíritas, na igreja católica. Isso é abuso mesmo!”, disse a pastora.“O culto acabou e o pessoal não consegue sair. Olha como é afronta: eles pararam na porta da igreja, não deixando ninguém sair. Estão gritando assim: ‘Eu não vou embora’”, relatou. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Alê Portela (@aleportelaoficial)Pedido de inquérito policialEm postagem nas redes sociais, a deputada estadual Alê Portela (PL) repudiou a ação dos foliões e informou que irá solicitar a instauração de inquérito policial para punir os envolvidos.“Repudiamos com enorme veemência o comportamento de foliões que dirigiram gestos obscenos e atos de escárnio a fiéis da igreja Boas Novas Church que deixavam um culto religioso. Esse crime ocorreu inclusive na presença de crianças e adolescentes”, declarou.“Trata-se de uma manifestação clara de intolerância religiosa, praticada justamente por quem frequentemente se coloca no papel de vítima da intolerância alheia”.A deputada lembrou que as atitudes dos filões podem configurar crimes de intolerância religiosa e prática de ato obsceno em lugar público, conforme a legislação brasileira.A Frente Parlamentar Cristã da Câmara Municipal de Belo Horizonte solicitou que a prefeitura tome medidas sobre o caso.Em nota, o grupo de vereadores afirmou que os foliões afrontaram “diretamente a ordem pública, a dignidade coletiva e o respeito mínimo exigido em uma sociedade democrática”.A Frente pediu que a prefeitura apure o ocorrido, identifique os envolvidos e faça um encaminhamento à Polícia e ao Ministério Público de Minas Gerais.“A tentativa de transvestir tais condutas como ‘manifestação cultural’ ou ‘expressão artística’ não encontra respaldo jurídico, pois a liberdade de expressão não é um direito absoluto e encontra limites claros na proteção dos direitos fundamentais de terceiros, na preservação da ordem pública e na tutela da dignidade humana”, declarou a Frente Parlamentar Cristã.











