O Conselho da Paz de Trump teria algum significado profético? Pastores analisam

  • Terca-Feira, 27 Janeiro 2026
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O Conselho da Paz de Trump teria algum significado profético? Pastores analisam

O arqueólogo, professor e pastor Rodrigo Silva compartilhou uma reflexão teológica sobre a proposta do “Conselho da Paz”, iniciativa articulada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo ele, a medida tem levantado questionamentos entre cristãos a respeito de um possível significado profético.Lançado em 22 de janeiro, o Conselho da Paz (“Board of Peace”, em inglês) é um órgão internacional voltado à reconstrução da Faixa de Gaza e, posteriormente, ampliado para mediar conflitos globais. A proposta é vista por alguns analistas como uma possível estrutura paralela – ou substituta – à ONU.Dezenas de países já aderiram ao novo órgão e seus líderes assinaram o acordo. Entre eles estão Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria e Israel. Até o momento, nenhuma grande potência ocidental decidiu participar do Acordo de Paz.Jared KushnerFalando sobre o mesmo tema, o pastor Lamartine Posella gravou um vídeo intitulado “O Acordo e Paz do Genro de Donald Trump”, lembrando que Jared Kushner é um dos arquitetos do Acordos de Abraão, que também é um dos integrantes do conselho formado para administrar o novo Acordo da Paz.Ele também lembra que a participação da Arábia Saudita, país sede do islamismo, traz um importante componente para análises proféticas:“A Arábia Saudita é a sede do islamismo. Na Arábia Saudita estão as duas cidades mais importantes: Meca e Medina; a terceira é Jerusalém. Dentro de um acordo de paz com a Arábia Saudita, avançaria a possibilidade de um acordo de paz entre as religiões que historicamente são inimigas: islamismo, judaísmo e cristianismo.”“Agora imagine: se a Arábia Saudita, que é a sede do islamismo, entra numa aliança profunda – que evolua para mais do que simplesmente uma aliança econômica, uma paz econômica – e que possa avançar para um respeito e uma coexistência também entre as religiões do mundo, na medida em que as três principais religiões monoteístas são oriundas de Abraão… aquilo que a Bíblia fala pode estar a caminho de acontecer.”Para Posella, os cristãos deverão saber quando a falsa paz acontecer.“Porque vocês sabem qual é o sinal que a gente vai ter: o sinal é que o acordo de paz vai ter sete anos. Não é só isso: durante esses sete anos será permitido construir o Terceiro Templo em Jerusalém. Aquilo só vai acontecer se, efetivamente, for feito por quem tiver não apenas poder político, mas também poder espiritual”, disse lembrando que “o próprio fato de o papa ter sido convidado [para participar do Acordo da Paz] é esquisito também.”Perspectiva bíblicaNa postagem intitulada “Conselho da Paz: significado profético?”, Rodrigo esclarece que não se posiciona como especialista em política internacional, mas responde às perguntas a partir de uma perspectiva bíblica.   Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por RODRIGO SILVA (@rodrigosilvaarqueologia)Para ele, “iniciativas humanas de paz podem refletir bons propósitos e esforço por estabilidade, mas nenhuma aliança humana resolve definitivamente o problema do pecado e da divisão no coração humano.”O pastor cita o profeta Jeremias para lembrar que o coração humano é enganoso e destaca que, segundo a fé cristã, a paz plena só será estabelecida com a intervenção final de Cristo:“A visão bíblica aponta que a verdadeira paz virá com Cristo, no fim dos tempos, quando Ele estabelecer um novo céu e nova terra onde reinará justiça e paz eternamente.”‘Sinais dos tempos’Ao tratar dos chamados “sinais dos tempos”, Rodrigo adota um tom cauteloso.Ele lembra que propostas globais ou regionais de paz não são novidade na história.“Trump não foi o primeiro, nem o último, a propor arranjos globais ou regionais de ‘paz’ com alcance internacional. Woodrow Wilson também intentou isso ao criar a Liga das Nações Unidas e Franklin Roosevelt ao arquitetar a ONU. Por isso, oferecer ‘imprimátur’ apocalíptico em toda ação política pode ser irresponsável”, diz.Nesse sentido, o arqueólogo alerta para o risco de atribuir automaticamente um “selo apocalíptico” a qualquer movimento político internacional.Ele diz que esse tipo de leitura pode ser irresponsável e acaba funcionando como uma forma indireta de marcar datas para a volta de Jesus, ao criticar o que chama de “hermenêuticas de jornal”.Prudência e vigilânciaPor outro lado, Rodrigo também afirma que a prudência não deve se transformar em indiferença espiritual.Ele traz a advertência bíblica sobre o “servo mau” que diz que o senhor demora a voltar, ressaltando que a vigilância faz parte da ética cristã.Embora afirme que não é possível identificar Trump como o personagem descrito em Apocalipse 13, ele observa que, segundo a escatologia bíblica, a figura que cumprirá esse papel apresentará atitudes semelhantes às de líderes políticos fortes e carismáticos.“Cautela e prudência não fazem mal a ninguém”, resume.A reflexão se encerra com uma referência ao apóstolo Paulo, que viveu sob o contexto da Pax Romana.Segundo Rodrigo, Paulo já advertia os cristãos a não desprezarem os esforços políticos de paz, mas também a não confiarem excessivamente neles.Para o pastor, qualquer proposta de “paz e segurança” que anestesie a vigilância espiritual e ignore o juízo de Deus está fadada ao fracasso.A publicação repercutiu entre leitores interessados em escatologia bíblica e atualidades, alcançando mais de 14 mil curtidas até o momento desta atualização.Outro ponto interessante é que muitos dos comentários também receberam intervenções e novas discussões, evidenciando que o tema é tão polêmico quanto envolvente.

FONTE: http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/o-conselho-da-paz-de-trump-teria-algum-significado-profetico-pastores-analisam.html
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