Sobe para 19 o número de cristãos mortos durante protestos no Irã
- Terca-Feira, 10 Fevereiro 2026
- 0 Comentário(s)

O número de cristãos mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã subiu para 19.Segundo o Article 18, uma organização que monitora a perseguição, pelo menos 12 crentes foram confirmados entre os milhares de manifestantes assassinados. O diretor da Article 18, Mansour Borji, afirmou que também ouviu falar da morte de pelo menos outros 7 cristãos entre a comunidade armênia no país, em entrevista ao Christianity Today.Corpo desconfigurado e proibição de funeralEntre os cristãos mortos pelas forças de segurança, está Zahra Arjomandi, uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos. Ela foi morta a tiros durante um protesto na ilha de Qeshm, em 8 de janeiro. Conforme o jornal iraniano Mohabat News, o corpo de Zahra foi mantido por seis dias pelas forças de segurança e liberado sob condições restritas. A família foi proibida de realizar o funeral e divulgar informações sobre sua morte.O cristão Nader Mohammadi, 35 anos, também foi assassinado a tiros em outra manifestação no mesmo dia, em Babol. Após três dias de busca, a família encontrou o corpo de Nader desconfigurado em um necrotério. A identificação só foi possível por meio de marcas conhecidas em seu corpo. Ele deixa três filhos pequenos.Já o cristão Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto durante uma manifestação na cidade de Baharestão, província de Isfahan, no dia 9 de janeiro.Sangrando muito, ele foi socorrido por outros manifestantes e levado ao hospital, mas agentes impediram a entrada no pronto-socorro e Mohsen faleceu.Milhares de manifestantes mortosAs manifestações contra o regime islâmico no Irã foram reprimidas com violência pelo governo.Segundo o portal iraniano Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início de janeiro, números semelhantes aos divulgados pela revista Time.Segundo o veículo, a estimativa de mortos na violenta repressão ocorrida em 8 e 9 de janeiro foi baseada em dados extensos obtidos a partir de “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.A publicação afirmou que os números tornam esses assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.De acordo com o relatório, a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, embora também tenham sido utilizados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.











