Tribunal do Texas mantém direito de missionários pregarem perto de mesquita
- Terca-Feira, 07 Abril 2026
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Um tribunal do Texas rejeitou uma ação judicial movida por uma mesquita de Dallas, Estados Unidos, que buscava impedir missionários de pregarem o Evangelho e distribuírem folhetos evangelísticos em uma área pública próxima à instituição.O processo foi aberto em outubro de 2025 pelo East Plano Islamic Center (EPIC) contra o ministério cristão Testimonies of God (TOG), liderado por Landon Thurman, e outras pessoas ligadas à Heritage Grace Community Church. A mesquita buscava uma ordem judicial para proibir os missionários de evangelizar ou entregar qualquer material religioso que pudesse ser considerado “ofensivo à fé islâmica”.Segundo a EPIC, os réus interromperam as reuniões a partir de setembro passado, quando "adotaram a prática semanal de ficar nas calçadas e gramados em frente à mesquita com alto-falantes e megafones pregando mensagens evangélicas sobre o cristianismo e os 'ensinamentos de Jesus'".Os advogados da mesquita alegaram que os cristãos "montaram uma tenda, trouxeram palestrantes externos e distribuíram panfletos e cartazes evangélicos que tentaram entregar aos transeuntes, todos os quais tentavam entrar na mesquita para os cultos de oração".No entanto, os advogados dos missionários destacaram que os cristãos pregaram a cerca de 150 metros da mesquita, em uma calçada pública, e que o som não incomodava ninguém dentro do local de reunião.Além disso, afirmaram que a ação da mesquita era “chocante e ilegal” e um “ataque impensável” à liberdade de expressão e à liberdade religiosa, direitos fundamentais nos Estados Unidos. “De acordo com a liminar exigida pela [EPIC], uma igreja local ficaria proibida até mesmo de distribuir Bíblias gratuitamente se isso fosse considerado ‘ofensivo à fé islâmica’”, afirmou o documento apresentado ao tribunal pelos advogados.‘O Tribunal reconheceu a liberdade de expressão e a liberdade religiosa’Em um depoimento judicial, um representante da EPIC reconheceu que a pregação não era audível dentro da mesquita:“[Eles] não querem interromper ou impedir os serviços religiosos na mesquita, mas proclamar a verdade com amor. Eles querem exercer seus direitos à liberdade de expressão e respeitar todas as pessoas, independentemente de suas crenças, porque cada pessoa é feita à imagem de Deus, e os cristãos são ordenados a amar o próximo como a si mesmos”.Em 23 de março, o tribunal arquivou o processo com base na Lei de Participação Cidadã do Texas (TCPA), criada para proteger a liberdade de expressão contra ações judiciais que tentem limitá-la. A decisão permite que os missionários continuem suas atividades e ainda possam pedir reembolso de custos legais. A EPIC ainda pode recorrer.“Este processo judicial representou uma exigência extraordinária da EPIC para proibir missionários de distribuírem folhetos evangelísticos e pregarem o Evangelho pacificamente em propriedade pública”, disse Lea Patterson, advogada do escritório Butterfield & Patterson, que representa os réus. E continuou: “Agradecemos que o Tribunal tenha reconhecido que tais exigências constituem um sério desafio aos valores fundamentais do nosso país, como a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”.Conforme o The Christian Post, a EPIC é uma das maiores mesquitas do Texas. O estado tem uma das maiores comunidades muçulmanas dos Estados Unidos, com mais de 313 mil pessoas, sendo quase 150 mil na região metropolitana de Dallas-Fort Worth.











