“A cultura fala mais do mundo espiritual que a Igreja”, diz ex-médium convertida

  • Quarta-Feira, 11 Março 2026
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“A cultura fala mais do mundo espiritual que a Igreja”, diz ex-médium convertida

Uma ex-médium que se rendeu a Jesus alertou que o ocultismo tem sido cada vez mais normalizado na cultura contemporânea, enquanto muitas igrejas evitam falar sobre o mundo espiritual.Durante uma participação no podcast No Longer Nomads, Jenn Nizza afirmou que práticas como tarô, astrologia e “manifestação” estão amplamente difundidas nas redes sociais e na cultura popular.“A cultura fala mais abertamente sobre o mundo espiritual do que a Igreja”, alertou Jenn.Segundo ela, seu envolvimento com o ocultismo começou aos 13 anos, quando participou de uma leitura de cartas de tarô durante uma festa. O que parecia apenas curiosidade adolescente acabou se tornando a porta de entrada para anos no ocultismo.Ela contou que a precisão das informações fornecidas pela vidente nas leituras foi o que a convenceu inicialmente."Os espíritos observam. Eles viram padrões se repetirem ao longo de gerações. Eles podem relatar o que viram com uma precisão perturbadora", explicou Jenn.De acordo com a ex-médium, essa aparente exatidão cria credibilidade, que por sua vez gera confiança e influência sobre as pessoas. Assim, “o verdadeiro perigo espiritual começa silenciosamente”.‘Não é o destino, é um engano espiritual’Jenn revelou como as previsões nem sempre exigem conhecimento sobrenatural do futuro. Segundo ela, às vezes, “basta uma sugestão combinada com a psicologia humana”.Muitas previsões funcionam como uma espécie de “profecia autorrealizável”. Sugestões aparentemente simples podem influenciar decisões inconscientes e moldar escolhas futuras:“Se uma vidente lhe disser que o nome do seu futuro marido começa com ‘M’, esse pequeno detalhe começa a moldar suas decisões subconscientes de maneiras que você nem percebe. Você ignora David. Você deixa James passar. Você ignora sinais de alerta porque o nome não combina. Mas quando Michael aparece, de repente tudo parece se encaixar. O que você pensa ser destino pode, na verdade, ser manipulação disfarçada de revelação divina”.E continuou: “É uma ‘profecia falsa que se auto realiza’. Não é o destino. É algo que se sobrepõe à confiança, algo que se sobrepõe ao engano espiritual”. A normalização do ocultismoA ex-médium observou que práticas espirituais ocultistas ganharam visibilidade nas redes sociais e entre influenciadores digitais.“Reúnem milhares de seguidores. A linguagem da manifestação agora está incorporada à cultura dos influenciadores. A astrologia determina a compatibilidade em aplicativos de namoro. A teologia das almas gêmeas está silenciosamente minando casamentos”, afirmou Jenn. “Isso não é mais oculto. Está sendo normalizado e promovido. E isso deveria preocupar profundamente os cristãos”, acrescentou.Em seguida, Jenn destacou: “Por que a cultura fala mais abertamente sobre o mundo espiritual do que a Igreja?”.Após a reflexão, Jenn ressaltou que a Bíblia trata claramente da realidade espiritual. Ela citou exemplos nas Escrituras que narram Jesus expulsando demônios, assim como o apóstolo Paulo que também repreendeu espíritos malignos. Ela também falou sobre a passagem de Efésios 6, que orienta os cristãos a vestirem a “armadura de Deus” na batalha espiritual.Alerta aos paisPor fim, Jenn fez um alerta aos pais cristãos sobre a influência cultural que crianças e adolescentes recebem diariamente, especialmente por meio das redes sociais.“Se você está criando filhos neste contexto, precisa entender algo: eles estão sendo disciplinados. Talvez não intencionalmente. Talvez não maliciosamente. Mas de forma constante”, afirmou ela.De acordo com ela, muitos jovens estão sendo expostos constantemente a mensagens que promovem ideias espiritualizadas distantes do Evangelho, por meio de frases populares como “manifeste sua realidade”, “confie no universo”, “siga sua energia” e “fale a sua verdade”.“A linguagem é sutil e as imagens são belíssimas. Mas essa visão de mundo é fundamentalmente anti bíblica. E se não ensinarmos discernimento, a cultura continuará ensinando o engano — e o fará com muito mais repetição e alcance do que podemos enfrentar casualmente”, concluiu.

FONTE: http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/cultura-fala-mais-do-mundo-espiritual-que-igreja-diz-ex-medium-convertida.html
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